
O Administrador do Banco de Moçambique, Jamal Omar, afirmou esta segunda-feira, em Maputo, que a retirada do país da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira (GAFI) constitui um marco importante que deve ser valorizado, mas sublinhou que este progresso não é um ponto de chegada.
Durante a abertura do workshop sobre o Combate ao Branqueamento de Capitais, o dirigente explicou que o sucesso futuro do sistema financeiro depende agora, de forma acrescida, da implementação rigorosa do quadro regulamentar existente e do cumprimento consistente das obrigações legais.
Neste sentido, Jamal Omar destacou que o branqueamento de capitais já não é apenas um problema técnico, mas sim uma ameaça real ao Estado de direito, à estabilidade financeira e ao ambiente de negócios. Segundo o governante, onde estes fenómenos prosperam, a economia e a sociedade saem prejudicadas, comprometendo o bem-estar da população.
Por essa razão, o Banco de Moçambique, em coordenação com o GIFiM e o Ministério Público, tem reforçado a supervisão e a mitigação de riscos, garantindo que o sector disponha de um regime jurídico robusto e alinhado com os padrões internacionais.
Para consolidar estes avanços, o administrador enfatizou a necessidade de reforçar continuamente as capacidades das instituições financeiras, preparando-as para identificar vulnerabilidades e prevenir abusos. Consequentemente, a formação iniciada hoje visa promover uma cultura de integridade e prontidão institucional, elementos considerados indispensáveis para preservar a confiança pública.
Jamal Omar recordou que o combate eficaz a estes crimes exige leis e cooperação, mas requer, acima de tudo, pessoas preparadas, vigilantes e comprometidas com a transparência do sistema.
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