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Indústria extractiva mantém-se como motor da economia nacional 

O desempenho do sector extractivo em 2024 revelou uma dinâmica de contrastes, conforme detalhado na 4ª edição do Relatório Estatístico da Indústria Extractiva. No segmento dos minerais metálicos, a produção de ouro atingiu os 626 kg, o que representa uma ligeira descida de 2,4% em comparação com o ano anterior.  

Outros minerais como a tantalite e o zircão também registaram quebras. Em sentido inverso, a extracção de ilmenite e rutilo apresentou um crescimento sólido, com subidas de 4,2% e 17,2%, respectivamente, sinalizando uma trajectória positiva para estes recursos específicos. 

O sector dos minerais não metálicos foi severamente afectado por factores externos, nomeadamente o impacto do Ciclone Filipo, que provocou reduções acentuadas na produção de grafite e bentonite. No entanto, o ramo dos materiais de construção mostrou sinais de vitalidade: a extracção de areia cresceu 14,7% e o granito em blocos destacou-se com uma subida de 17,5%.  

Já as pedras preciosas, como o topázio, mantiveram um desempenho favorável, impulsionado pela procura internacional, consolidando Moçambique como um actor relevante neste mercado de gemas. 

No grupo dos minerais combustíveis, os resultados foram bastante encorajadores para a balança comercial, como o carvão coque e o carvão térmico que registaram crescimentos de 6,4% e 11,2%, reflectindo uma recuperação significativa da capacidade produtiva das empresas mineiras.  

O relatório do Ministério dos Recursos Minerais Energia (MIREME) conclui que, apesar dos desafios operacionais e internos, a indústria extractiva permanece resiliente, continuando a ser um dos principais motores para a geração de receitas e desenvolvimento do país. 


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