Trump adia ataque militar iminente contra o Irão após apelo de líderes do Médio Oriente
O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, anunciou o adiamento de um ataque militar em grande escala contra a República Islâmica do Irão, que estava inicialmente agendado para o dia de hoje, 19 de Maio. A decisão surge na sequência de um apelo directo de mediação internacional feito por três importantes líderes da região do Golfo Pérsico.
Numa publicação partilhada esta segunda-feira (18) na sua rede social, Truth Social, o governante norte-americano revelou ter sido contactado pelo Emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, pelo Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud, e pelo Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Segundo Trump, estes líderes solicitaram a suspensão temporária da ofensiva face ao avanço de “negociações sérias” que estão a decorrer nos bastidores.
“Com base no meu respeito pelos líderes acima mencionados, instruí o Secretário da Guerra, Pete Hegseth, o Chefe do Estado-Maior Conjunto, General Daniel Caine, e as Forças Militares dos EUA que NÃO faremos o ataque agendado”, escreveu o Chefe de Estado norte-americano, sublinhando a crença dos seus aliados regionais de que será possível alcançar um acordo “muito aceitável” para todas as partes envolvidas.
Apesar do recuo diplomático de última hora, Donald Trump manteve o tom de firmeza que tem caracterizado a sua política externa para o Médio Oriente. O Presidente garantiu que qualquer entendimento futuro terá, obrigatoriamente, de incluir uma cláusula categórica: “NENHUMA ARMA NUCLEAR PARA O IRÃO!”.
A suspensão das operações militares não significa, contudo, o fim do estado de alerta na região. No mesmo comunicado, Trump advertiu que o exército norte-americano recebeu instruções claras para permanecer em prontidão combativa máxima, estando preparado para avançar com um “assalto total e em grande escala contra o Irão a qualquer momento”, caso as actuais negociações diplomáticas fracassem.
Até ao momento, as autoridades de Teerão ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a declaração de Washington, enquanto a comunidade internacional acompanha com enorme expectativa o desfecho deste impasse que ameaça desestabilizar o mercado energético e a segurança global.
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