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AES condena alegada acção militar dos EUA contra a Venezuela

A Confederação dos Estados do Sahel (AES) manifestou “profunda preocupação” face às informações que dão conta de uma alegada operação militar conduzida pelos Estados Unidos da América no território da República Bolivariana da Venezuela, que terá resultado no rapto ilegal do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua esposa.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, 7 de janeiro, a AES considera que o uso da força armada por um Estado contra a soberania, a integridade territorial ou a independência política de outro Estado constitui uma ingerência inaceitável nos assuntos internos de um país soberano, classificando o acto como uma agressão grave.

A organização sub-regional, que se diz firmemente comprometida com a defesa da soberania e da independência dos Estados, condena a alegada acção, sublinhando que a mesma viola os princípios fundamentais do direito internacional, consagrados na Carta das Nações Unidas.

No documento, a Confederação dos Estados do Sahel critica ainda o recurso unilateral à força, lamentando que tal situação seja protagonizada por um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o que, segundo a AES, contribui para a fragilização contínua da ordem internacional e representa uma ameaça à estabilidade mundial.

Perante o cenário descrito, a AES apela ao Conselho de Segurança da ONU para que assuma plenamente a sua responsabilidade na manutenção da paz e da segurança internacionais, condenando de forma clara a alegada acção militar norte-americana e trabalhando para o restabelecimento da legalidade internacional.

A Confederação reafirma igualmente o seu apego a uma ordem mundial assente no respeito pela igualdade soberana dos Estados e nos princípios da Carta das Nações Unidas, expressando solidariedade ao povo venezuelano, cuja soberania considera ter sido violada.

O comunicado foi emitido em Ouagadougou e assinado pelo Capitão Ibrahim Traoré, Presidente do Burkina Faso e actual Presidente da Confederação dos Estados do Sahel, e fazem parte desta confederação nomeadamente Burkina Faso, Mali e Níger .

Imagem: AES

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