Governo reafirma compromisso de transformar Niassa na capital da agricultura


O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, reafirmou este domingo, durante um encontro de trabalho na província do Niassa, o compromisso do Governo de transformar aquela região na capital da agricultura em Moçambique, através de investimentos prioritários e de um plano estratégico de desenvolvimento agrário.
A iniciativa enquadra-se nas prioridades do Executivo para impulsionar a produção e fortalecer a segurança alimentar. O foco principal está nas culturas da cesta básica, como cereais, leguminosas, feijão e soja; além da avicultura, pesca e culturas de rendimento, com destaque para o caju e a macadâmia. O governante sublinhou que transformar o Niassa na capital agrária exige priorizar recursos para a produção em larga escala, acentuando que o sucesso do projecto depende do engajamento de todos os intervenientes.
O plano de acção para o sector agrário local está delineado para as próximas três campanhas agrárias e prevê o envolvimento de vários actores públicos e privados, combinando capacidade técnica, experiência e investimento.
Durante o encontro, a Directora Provincial da Agricultura e Pescas do Niassa, Flávia Langa, apresentou a capacidade da região para alavancar o projecto. A província dispõe de cerca de 10 milhões de hectares de terra arável, dos quais mais de 2,7 milhões estão prontos para a produção e 222,5 mil hectares possuem Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT) aptos para parcerias.
A região reúne condições favoráveis para a produção de culturas diversas, com destaque para o milho, algodão, tabaco, soja, amendoim, batatas, hortícolas e frutas como manga, papaia, goiaba, ananás e caju. Para além da agricultura de sequeiro, existem cerca de 58 mil hectares propícios à aquacultura, impulsionados por nascentes permanentes, solos argilo-arenosos e bons índices de precipitação.
A vasta bacia hídrica local abrange os lagos Niassa, Amaramba, Chiuta e Chirua, bem como os rios Lugenda, Messalo e Rovuma. Com esta riqueza de recursos, o potencial de produção pesqueira da província está estimado em 34.700 toneladas por ano, sobressaindo espécies como a usipa, o chambo, o malobolo, o ncheni, o campango e o peixe-gato.
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