Florival Mucave “denuncia” campanha de sabotagem internacional contra projecto da TotalEnergies


O presidente da Câmara de Energia de Moçambique, Florival Mucave, classificou como uma “clara sabotagem ao desenvolvimento nacional” as acções jurídicas e de pressão pública desencadeadas por organizações não governamentais (ONGs) internacionais contra o projecto de gás natural liquefeito da TotalEnergies, em Cabo Delgado.
Segundo o responsável, que falava durante uma entrevista para o programa Economia e Negócios, as entidades internacionais tentam travar o financiamento e forçar o desinvestimento num empreendimento avaliado em mais de 20 mil milhões de dólares, sob o pretexto de alegações sobre impactos climáticos e direitos humanos. Florival Mucave criticou a selectividade destas campanhas, sublinhando que as mesmas ONGs não aplicam igual pressão a grandes produtores globais como o Qatar, a Rússia ou o Egipto.
O dirigente lembrou que o Acordo de Paris reconhece salvaguardas para nações em desenvolvimento explorarem os seus recursos no combate à pobreza extrema, acrescentando que não existem provas que vinculem o projecto a violações de direitos na região. Notou ainda que o gás da Bacia do Rovuma possui um teor reduzido de carbono, assumindo-se como energia de transição.
Florival Mucave alertou que a interrupção das operações inviabilizaria a oportunidade de duplicar o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique e prejudicaria gravemente o sector privado local, apelando a uma resposta coordenada entre o governo, as empresas e a sociedade civil na defesa dos interesses económicos soberanos do país.
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