Argélia vai formar quadros moçambicanos e transferir tecnologia farmacêutica
O Grupo Saidal, gigante continental na produção de medicamentos, está a desenhar a estratégia para apoiar o sector de saúde em Moçambique, embora a instalação de uma fábrica no país ainda não esteja confirmada.
A Argélia manifestou a sua total disponibilidade para formar quadros moçambicanos no sector farmacêutico e iniciar, brevemente, o processo de transferência de tecnologia para a produção de fármacos em Moçambique.
A garantia foi dada em Argel a Margarida Talapa, Presidente da Assembleia da República (AR), por Ben Silmone, representante do governo argelino para o pelouro farmacêutico, no encerramento da sua visita oficial de quatro dias àquele país do norte de África.
No último dia da sua agenda, segundo AR, a comitiva parlamentar moçambicana visitou o Grupo Saidal, uma das maiores potências do continente na concepção e produção de medicamentos. No terreno, a líder do Parlamento procurou saber quais as perspectivas reais para o início da exportação de fármacos para Moçambique e o ponto de situação de uma solicitação anterior feita pelo Executivo moçambicano.
Prestando esclarecimentos à delegação moçambicana, o representante do governo argelino, Ben Silmone, garantiu que existem fortes perspectivas para a formação de moçambicanos neste sector e para a partilha de tecnologia, embora não confirme a instalação de uma sucursal da empresa no país.
Por seu turno, Salleli Feriel, em representação do Grupo Saidal, assegurou que já existem alguns aspectos em processo para que as pretensões de Moçambique sejam materializadas, abrindo uma nova era na cooperação bilateral no sector da saúde.
A capacitação de quadros nacionais surge numa altura em que o país busca maior autossuficiência e resiliência no abastecimento de medicamentos essenciais no Sistema Nacional de Saúde.

