
Mais uma polémica marca as eleições no sector privado em Moçambique.
Os mandatários da candidatura liderada pelos empresários Fileu Pave e Dixon Chongo submeteram uma contestação à Comissão Eleitoral da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) e uma providência cautelar no Tribunal contra a candidatura de Lucas Chachine.
A queixa sustenta que a candidatura de Chachine terá mobilizado votos por correspondência antes do período permitido pelo regulamento da CCM.
Documentos a que a Miramar teve acesso indicam que a candidatura possui declarações de voto de empresas associadas com datas de 18 e 19 de Novembro de 2025, e, de forma considerada irregular pela lista concorrente, 18 e 19 de Dezembro de 2025, antes mesmo da submissão formal da candidatura e da realização das eleições.
De acordo com os mandatários da candidatura oponente, o regulamento permite votos por correspondência apenas 15 dias antes da Assembleia Geral Electiva, ou seja, a partir de 07 de Dezembro, dado que as eleições estão marcadas para 22 de Dezembro.
Em resposta, a Miramar ouviu Bergentino Américo, mandatário da candidatura de Lucas Chachine, que afirmou que os métodos de votação estão regulamentados e que eventuais irregularidades deverão ser resolvidas pela Comissão Eleitoral da CCM.




