Estados Unidos prometem pagar dívida à ONU “em breve” – MZNews
O embaixador dos EUA nas Nações Unidas declarou, em entrevista à agência Reuters, que o país vai pagar uma parte substancial do dinheiro que deve à organização internacional.
Segundo informa o “Observador” o anúncio foi feito duas semanas depois de António Guterres, secretário-geral da ONU, alertar, numa carta endereçada a Mike Waltz, para o risco de “colapso financeiro iminente”, devido a atrasos nos pagamentos por parte dos estados-membros, onde 95% das dívidas à ONU são da responsabilidade de Washington.
Na sexta-feira, os EUA devem avançar com a primeira tranche do dinheiro que devem às Nações Unidas (ONU) “em breve”, declarou Mike Waltz à Reuters, cita o Observador.
O embaixador americano na organização admite “uma redução significativa das dívidas anuais” do país à ONU. “Não creio que o valor final a pagar esteja decidido, mas será uma questão de semanas.”
Os dirigentes da ONU afirmam que 95% das dívidas à organização são detidas pelos EUA, por pagamentos não efetuados em 2025 e 2026.
Segundo a fonte, em Fevereiro, este valor deverá totalizar 2,19 mil milhões de dólares (cerca de 1,9 mil milhões de euros) ao qual se somam taxas de 827 milhões, por atrasos em 2025, e de 767 milhões neste ano.
Somam-se outros 2,4 mil milhões de dólares por missões de paz em curso e efetuadas no passado e 43,6 milhões em despesas nos tribunais das Nações Unidas.
A organização, que enfrenta graves problemas financeiros, aprovou um orçamento de 3,45 mil milhões de dólares para 2026 no passado dia 30 de dezembro.
Este valor deve cobrir os custos de funcionamento dos gabinetes da ONU à volta do mundo e da sede em Nova Iorque, bem como os salários dos trabalhadores, os projetos da organização e outras ações de promoção dos direitos humanos no ano em vigor.
A publicação faz menção ainda que, a crise de financiamento da ONU surge numa altura em que os EUA, sob a administração de Donald Trump, reduziram a sua intervenção em organismos multilaterais.
Nos últimos anos, o país cortou o financiamento voluntário a agências das Nações Unidas e saiu da Organização Mundial de Saúde. Apesar de um histórico de incumprimento das obrigações à ONU que se arrasta há décadas, a situação agravou-se desde que Trump assumiu a presidência do país.
Na entrevista à Reuters, Mike Waltz realçou ainda a importância de aumentar a eficiência da ONU, cuja “burocracia se tornou excessiva”. O embaixador elogiou as reformas aprovadas o em Março de 2025, que visam reduzir os custos de funcionamento das Nações Unidas e melhorar a sua eficácia, apesar de considerar que “não vão longe o suficiente”.

