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Moçambique e o FMI: Avanços e Desafios Econômicos

Em reação ao relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, afirmou que cabe ao FMI explicar os pontos que não foram cumpridos, mas destacou a evolução do país em transparência e gestão. Segundo ele, Moçambique tem adotado boas práticas e registado avanços na gestão pública, com esforços contínuos para consolidar a transparência.

As decisões do FMI têm gerado críticas de economistas, que alertam para o risco de medidas de austeridade severas, como cortes em gastos sociais – incluindo educação e saúde –, aumento de impostos e contenção da massa salarial, cenários que podem afetar a economia e agravar a pobreza.

O relatório do FMI reconhece que a economia moçambicana tem vindo a recuperar gradualmente após a forte contração registada no final de 2024, beneficiando de inflação baixa, reservas internacionais adequadas e da retoma de grandes projetos de Gás Natural Liquefeito (GNL). O Fundo sublinha que esses projetos poderão gerar receitas substanciais a partir de 2030, funcionando como catalisador para cadeias de valor integradas e plataformas industriais essenciais à transformação económica do país.

Apesar disso, o relatório identifica vulnerabilidades significativas, incluindo défices fiscais persistentes, elevada dívida pública, crescimento económico modesto fora do setor mineiro e desafios institucionais. Para enfrentar esses desafios, o FMI recomenda a implementação de um pacote abrangente de reformas, abrangendo consolidação fiscal, gestão proativa da dívida, reforma estrutural do setor público, fortalecimento da transparência e governança, bem como medidas para proteger os grupos mais vulneráveis.

 

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