Moçambique Propõe Ações para Reduzir Custo de Confiança


Moçambique defendeu esta semana, durante as Reuniões do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em Brazzaville, a necessidade urgente de o continente reduzir o “custo de confiança” que continua a tornar o capital caro e escasso.
A posição do Estado moçambicano foi apresentada pela Administradora para o Pelouro de Estabilidade Monetária do Banco de Moçambique, Maria Esperança Majimeja, que participou no evento como Governadora temporária em representação da Ministra das Finanças.
Na sua intervenção, a chefe da delegação nacional apontou que o continente africano já não enfrenta apenas um cenário de escassez absoluta de recursos financeiros, mas coabita com elevados níveis de incerteza que afugentam os parceiros internacionais e limitam o financiamento ao desenvolvimento. Segundo a responsável, este panorama inflaciona o custo dos empréstimos, criando barreiras ao crescimento económico sustentável da região.
Para reverter a situação e edificar um ambiente de negócios estável, Moçambique propôs três acções decisivas ao painel de governadores. A primeira foca-se na redução da fragmentação regulatória e na aceleração de reformas estruturais que reforcem a transparência e a segurança jurídica. A segunda prioridade apela a um papel mais activo do BAD na mitigação de riscos, expandindo os instrumentos de garantia e criando plataformas regionais para reduzir o prémio de risco africano.
Por fim, a terceira linha de acção foca-se no aprofundamento dos mercados financeiros domésticos para captar e canalizar a poupança interna para projectos locais.
À margem dos debates sobre a Nova Arquitectura Africana para o Desenvolvimento (NAFAD), a comitiva moçambicana apelou a uma maior celeridade operacional por parte do BAD, sublinhando que a instituição deve priorizar a execução rápida e a estruturação de projectos bancáveis.
No que concerne à empregabilidade juvenil e ao apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), o País sugeriu modelos integrados de formação e financiamento, instando o banco a transformar programas-piloto em plataformas continentais de larga escala nos ramos da agro-indústria, logística, conectividade digital e energia.
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