Movimento anti-imigratório sul-africano anuncia marcha em Limpopo contra imigração irregular
O movimento sul-africano “March and March” anunciou a realização de uma marcha de protesto na província de Limpopo, no norte da África do Sul, com o objectivo de combater a imigração irregular na região. A decisão foi tomada durante a reunião do Comité Executivo Nacional (NEC) da organização, realizada no passado dia 25 de Julho.
Segundo o comunicado emitido pela organização, a mobilização pretende percorrer as ruas da província para exigir maior fiscalização fronteiriça e combater alegados esquemas de exploração. A direcção do movimento apelou à participação massiva da população local, assegurando que o protesto será conduzido de forma pacífica e liderado pelas suas estruturas nacionais e provinciais.
A acção surge no âmbito de uma série de iniciativas denominadas “March and March Thursday”, nas quais membros do grupo realizam acções de rua e visitas a estabelecimentos comerciais em coordenação com as autoridades policiais e inspectores de imigração sul-africanos.
No mesmo posicionamento, o movimento abordou o caso criminal que envolve o cidadão estrangeiro Fulgence Nimubona, acusado de ter agredido severamente a irmã do pastor Mjosty e a sua filha na cidade de Durban, a 16 de Julho. A organização exige uma pena severa para o acusado e a sua posterior deportação, revelando ainda que vai investigar a conduta do médico que atendeu o suspeito no Hospital de Wentworth.
O documento detalha igualmente divergências internas na organização. Após uma investigação conduzida pelo seu departamento jurídico sobre tentativas de desestabilização do grupo até finais de Junho, a direcção do “March and March” deliberou cessar qualquer colaboração com a figura pública Ngizwe Mchunu.
A agenda do movimento inclui ainda a realização de uma manifestação em frente à Embaixada do Zimbabáue, em Pretória. O protesto visa contestar a detenção do activista político zimbabueano Bhekimpilo Mbedzi, presidente provincial do National Democratic Working Group (NDWG) em Matabeleland South. O grupo criticou o silêncio do Governo sul-africano e dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) perante o caso.
Durante a reunião, a organização prestou também homenagem aos activistas sociais Andile Mvuyelwa Somgxada e Thato “Senganga” Molosankwe, recentemente assassinados. De acordo com o comunicado, a Polícia Sul-Africana (SAPS) deteve dois suspeitos, de 28 e 38 anos, pelo homicídio de Molosankwe, ocorrido na aldeia de Lomanyaneng, na província do Noroeste.
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